Lista de Poemas
Olhar no horizonte
O caminho da fé.
Caminhando avisto um monte
De grande dimensão
Desafia minha coragem,
Meu discernimento.
As arvores, as pedras
Íngremes me faz parar
Para admirar o desafio
A busca do cume florido.
Sinto o frêmito da emoção
Da conquista da fé,
Da possibilidade, do desconhecido.
Caminho em direção ao monte rochoso
Com passadas firmes e confiantes
Acreditando ser possível
Encontrar a fé esquecida, adormecida
Pelo tempo de tantas buscas em vão!
Cada passo um desafio
Um constante obstáculos
A me fazer temer a conquista
Da fé desconhecida.
Vou alcançando a distancia
Cada passo uma conquista
O desafio me fornece a energia
Para continuar o desafio
Do cume alcançar.
Suando e respirando
Sinto o folego da fé aumentando
E minhas mãos estão próximas
Dos galhos das arvores, da escarpa rochosa
Meus olhos ficam no êxtase
Da imagem do paraíso encontrado.
Mãos me acolhe e a fé renasce
No coração que desistiu de acreditar
No ponto da paz.
No cume do monte rochoso
A paisagem é de flores, jardins
Amigos partidos em outrora
As lagrimas desafiam a dureza
Da caminhada
Em fim o paraíso está em mim!
Licroceh Usalsolo
Dez 2015
Para uma jovem.
No final o entardecer
Faz com que não percebas
A mensagem do passado
A busca no presente
Para clarear um passado
Que desconheces
Por ainda não existires.
No início da noite
As estrelas se apresentam
Com um brilho tímido
Temendo sua intolerância
Com um passado que não viveste.
A juventude requenta o passado
Sem conhecer o sentimento
De amores e amizades
Desconhece o ardor doutrora
Dos que chegaram antes.
Volteia seu olhar para a esquerda
Volteia seu olhar para a direita
E não consegues sentir
No infinito o gosto das palavras
Que mesmo na ilusão da realidade
Seja tão somente um sonho
Uma quimera dos amigos do passado.
Licroceh Usalsolo
Dez 2015
Ode ao rosa e ao vermelho.
o relembrar o tempo - passado
Ficaram marcas e lembranças
Imagens e saudades.
Não há diferença no rosa e no vermelho
No sol loiro dos seus cabelhos
Nos olhos marcantes e curiosos
Não lute pelo rosa, nao despreze o vermelho
Só a saudade é que impulsiona
As lembranças dos gestos, das mãoes
Dos olhos e das palavras contidas.
Não fique no vermelho
Não desdenhe o rosa
Não temas o amor
Não fuja das lembranças
Não guarde a tristeza.
licroceh usalsolo
11 2015
Missão.
Ausência (1)
Na porta da entrada
Estava estampado o aviso: ausência
De afeto, de gestos, de sonhos e de esperança.
No átrio a sombra
Da solidão
Do esquecido sonho
Que o tempo escondeu!
No portal da vida
São muitos os caminhos e atalhos
As curvas, as tentações
E o esquecimento.
Passos a direita, á esquerda
E vejo na fresta da janela
Um sopro de esperança.
De repente, uma imagem, uma foto
Uma sombra, sinto o perfume
E volto a sonhar.
Espero o sol, a lua, o vento
Trazer você
Deixando no ar a esperança
De continuar a esperar.
Licroceh Usalsolo
10 2015
Qualquer ponto
Voltar ou partir
O ponto é inicio do fim
O fim do começo.
Olhos no horizonte, céu claro
Nuvens de imagens
Faz que estejas no espaço
De desejos esparsos
De busca e querencia.
Voltar ou partir
Eis a sina do poeta
Perdido em sempre sonhar.
Licroceh Usalsolo
10 - 2015
Manhã
trazendo as imagens
que ficaram marcadas
nos semblantes
dos amantes doutrora.
De repente voce renasce
no meu amanhã
trazendo o seu perfume
o gosto do seu baton
impregnado em mim.
De repente nasce na manhã
o desejo de te-la novamente aqui.
Nasce no meu amanhã
a volupia do ontem vivido.
licroceh usalsolo
outubro2015
Na escadaria do sobrado paulista.
Lembro das escadas, do sobrado
Dos olhos parados no tempo
Do afago das mãos
Da cumplicidade esquecida
Pela impropriedade da esperança.
A espera era longa
Permeada pela ânsia
Do seu parecer repentino
Quase se desculpando pela demora.
Sentados nos degraus
Do sobrado paulista
Um quase esquecer da vida
Nada existia além do doce momento.
Saudades das mãos macias
E adornada nas unhas com cor rosa
Cabelos soltos, verdes olhares
Do oceano de desejos.
Com a música soando na sala
Cantamos esperança e sorrisos
Se escondendo pelo medo de ser.
Hoje só saudades
E a certeza que o ontem jamais existiu
A imagem ficou guardada
Para um dia, quiçá, ser real.
Licroceh Usalsolo
Outubro 2015
A sua ausência, em mim.
Quando do nascedouro da saudade
Lembramos dos nossos desejos
Dos nossos sonhos
Do incorreto e distante querer.
Quando a ausência se apresenta
Dói a saudade através das imagens
Guardadas no coração em prantos.
Nas imagens, nas fotos, no cabelo
Claro como o sol do dia d'agora
Fico sentindo o gosto
Da minha grande ilusão.
Quando a saudade vem a galope
Trazida pela ausência
Fica o poeta contando nas noites
Solitárias as estrelas
Esperando um acendo.
Não nasce o aceno, o sorriso
Desmaia o sonho, a saudade
Esta atropela meus sentimentos
Que espera a chamada aguardada
Na saudade a ausência se faz forte
Transpassa a flecha no frágil
No inconstante coração.
Licroceh Usalsolo
Outubro 2015
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